Enquanto se aguarda o processo de concessão de filantropia, a ABOCH – Associação Beneficente Oswaldo Cruz de Horizontina trabalha para realizar ações e elaborar projetos em busca de novas alternativas para estabilizar e melhorar a situação financeira do Hospital Oswaldo Cruz, que há tempos vem enfrentando sérias dificuldades para manter suas portas abertas.
A nova diretoria, que assumiu oficialmente dia 24 de agosto, mas já vinha trabalhando desde o dia 6 daquele mês, está composta por Bruno Luís Tolfo – Presidente, Ari Valdir Grellmann – Vice-presidente, Délcio Valdir Steffens – Tesoureiro, Carlos Eduardo Lückemeyer – Vice-tesoureiro: Alípio Garbrecht – Secretário, Tiago Canssi – Vice-secretário, e Felipe Johann – Assessor. E, desde maio deste ano, Claudionei Gewehr assumiu a administração do hospital, quando já encaminhou o pedido de concessão de filantropia mediante apresentação de documentação exigida. Conforme Gewehr, agora se aguarda a finalização desta fase, para iniciar a seguinte, que passará por avaliação de outras instâncias para, enfim, a publicação no Diário Oficial da União. “Paralelamente a esta parte burocrática também estamos articulando com diversas lideranças políticas estaduais para que auxiliem e tenhamos ainda neste ano a concessão”, disse Claudionei. Uma das primeiras diferenças com a concessão é que a entidade deixará de pagar as obrigações patronais, que representam 18% da folha de pagamento dos funcionários, economizando, assim, cerca de R$ 50 mil mensais, fora outros tributos que não serão mais obrigatórios. Ele afirma que depois disso, inicia um novo desafio de buscar recursos na comunidade, empresas e órgãos públicos, pois “com a filantropia, teremos muitas portas abertas, mas isso por si só não garante nada”.
Para Bruno Tolfo, presidente da ABOCH, um dos objetivos da atual diretoria é manter as portas do hospital abertas. “Quando iniciamos a articular a nova diretoria, sabíamos de todas as dificuldades e desafios, mas não colocaríamos nosso nome neste processo se fosse para acabar com o hospital. Não tenho dúvidas de que juntos, médicos, funcionários, diretoria e comunidade, e com o potencial de Horizontina, vamos melhorar esta situação e é para isso que estamos trabalhando e acreditamos que vai dar certo. O Hospital Oswaldo Cruz não vai fechar suas portas”, garante.
Atualmente a ABOCH recebe por mês R$ 45 mil do SAMU, R$ 60 mil mensais do governo municipal para serviço de plantão de urgência e emergência, além do contrato assinado com a administração municipal do repasse de até R$ 100 mil mensais para a compra de serviços. “Uma das maiores receitas vem do município, sem ela não sei como estaríamos de portas abertas. Por isso queremos engajar ainda mais a comunidade, alcançar um número mais de pessoas pois todos precisam do hospital. Está na hora de toda comunidade abraçar esta causa. Sem o hospital, o que seria de nossa comunidade? Ou ainda, que custo Horizontina teria que pagar comprando serviço fora daqui? E será que Santa Rosa e Três de Maio, por exemplo, teriam estrutura para atender tudo?”, provoca à reflexão o administrador Claudionei.
A ABOCH lembra que o hospital tem atendimento de urgência e emergência e por isso, qualquer outro tipo de atendimento deve ser procurado nas unidades básicas de saúde.
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