Terça-feira 18/08

Projeto das Casas do Loteamento Ouro Verde ainda não tem aprovação da Prefeitura

1 de julho de 2015

As 30 casas do Loteamento Ouro Verde, na saída para Lajeado Mato Queimado em Horizontina, ainda não tem o projeto aprovado pela prefeitura. O Diretor de Habitação, Paulo Jonas Spengler, disse ao site do Jornal Novo Horizonte que das 30 casas construídas, hoje tem 28 moradores, mas todos tiveram que fazer reformas nos imobiliários. As casas foram construídas no ano de 2010, tendo três empreiteiras diferentes realizando o trabalho, tendo como financeira na época um banco Tricury, conhecido como Família Paulista, de São Paulo e agente executora a Construtora Marma de Porto Alegre. Paulo disse que o projeto é cheio de problemas e por diversas vezes, esteve na capital do estado, tentando conversar com os proprietários da construtora, mas nunca foi recebido. Em Horizontina, a construtora do Massuda iniciou os trabalhos, e construiu aproximadamente sete casas. Mas segundo Paulo, como o valor era baixo e o material disponibilizado pela Marma era de péssima qualidade, entregou a obra. A segunda empreiteira a assumir a obra foi Arizão Materiais de Construção, que construiu mais seis casas e também desistiu e a partir daí assumiu a obra a empresa Construtec de Gerson de Moura. Paulo disse que a prefeitura não concedeu o habite-se, e quando esta administração assumiu procurou Gerson de Moura, porque estourou poço negro, ligação elétrica, encanamento de água, por ter ficado em desnível da rua, água entrava nas casas, piso com 20 cm de diferença de um lado ao outro. Paulo ressaltou que nestas 30 casas encontra-se de todo tipo de problema, sendo que o projeto foi executado, mesmo sem ter a aprovação da prefeitura. A empresa Marma deu entrada e executou o projeto e a prefeitura não concedeu o habite-se das casas, e sendo assim, as pessoas não poderiam estar morando no local. Paulo Jonas disse que conversou com o Procurador Jurídico Tiago Neu Jardim, que falou que orientou o prefeito da época, Irineu Colato, a não deixar as pessoas entrar. Paulo disse que o município foi para o CADIN – (Cadastro Informativo de Créditos não Quitados de Órgãos e Entidades Federais) e estava perdendo todos os recursos federais devido a estas 30 casas e foi feita uma ação judicial, que ainda está sob o poder da Dra. Cátia Paula Saft. Paulo Jonas não soube informar a ação feita pela Juíza Dra. Cátia, mas hoje o município não está mais no CADIN. Paulo salientou que hoje poderiam ser construídas mais 60 casas do mesmo modelo, chamado de área de risco, que são casas para pessoas que moram na rua, papeleiros, pessoas que moram em alta e baixa tensão, e que residem no local gratuitamente, mas enquanto não se resolve esta questão das 30, não é possível realizar estas obras. Paulo não entende que como foi cobrado R$ 4.000,00 dos moradores, pois são casas totalmente gratuitas. Paulo reiterou que mais 18 casas (foto) estão sendo construídas que pertenciam ao mesmo projeto de 2010, e que estão sendo construídas pela própria prefeitura municipal, através da Construtora Ribeiro, já puderam mudar em diversos aspectos, como colocando o alicerce para cima do chão, colocação de piso, mudança com roda forro de PVC, trocando a fiação elétrica, o posicionamento de lâmpadas, ou seja, foi conseguido mudar praticamente todo o projeto, feito agora pela arquiteta Carla Bieger. Paulo reiterou que primeiro foi feita as ruas e depois a terraplanagem, completamente diferente das primeiras 30 casas construídas.  Paulo lembrou que das 12 reuniões que precisam ser feitas com os 18 novos moradores, 6 já foram realizadas. Todas as 48 casas são de 40 metros quadrados. Conforme Paulo Jonas Spengler a entrega já deveria ter sido efetuada pela Construtora Ribeiro em novembro do ano passado e a nova previsão de entrega é para o mês de outubro deste ano. A alegação para a demora na entrega é o atraso no recebimento, mas agora os pagamentos estão em dia. As casas estão sendo construídas com verbas do governo federal com contrapartida do município.

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