Após reunião de três horas, governador pediu ‘calma e tranquilidade’ à população
Um grupo técnico de trabalho, formado pelo Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público, Tribunal de Contas e Defensoria Pública do Rio Grande do Sul vai analisar as contas estaduais e tentar minimizar a crise financeira que levou ao parcelamento de salários do funcionalismo em julho. Foi o que anunciou, hoje à noite, o governador José Ivo Sartori. Sem especificar detalhes sobre esse comitê, nem confirmar ou negar se vai haver novo parcelamento de salários, Sartori falou à imprensa, por cerca de sete minutos, após três horas e meia de reunião. O governador destacou o trabalho em conjunto a ser realizado por integrantes dos três Poderes, mas não citou datas ou atribuições. “Vamos trabalhar conjuntamente, com um grupo técnico, com dois representantes de cada órgão e cada poder para justamente olhar toda a realidade financeira do Rio Grande do Sul para trabalhar para encontrar as saídas”, anunciou. ”Não podemos adentrar na vida dos outros Poderes”, destacou em seguida. Sartori repetiu que não queria ter parcelado salários e garantiu que vai trabalhar para reverter a situação. Mas ponderou que ”não é um governo só que vai equilibrar as finanças do Rio Grande do Sul”. Quanto à possibilidade de uma greve geral no próximo dia 18, o governador pediu calma e tranquilidade. “Acredito que todo mundo vai pensar e olhar para o bem do Rio Grande”, tergiversou. Mesmo falando pela primeira vez à imprensa sobre os protestos ocorridos ontem, o governador afirmou que “as manifestações são democráticas. Todos nós respeitamos. Apenas queremos dizer para que todos olhem. Nós fizemos esforço desde o primeiro dia de governo para mostrar esta realidade. Em todas as horas procuramos pagar em dia. Desta vez não foi possível. E não foi possível porque a realidade financeira não permite”, afirmou, dizendo que, para alguns, a crise não parecia real até a sexta-feira passada. A maioria dos representantes de Poderes e instituições presentes à reunião não quis falar. O presidente da Assembleia, deputado Edson Brum (PMDB) disse que não foram apresentados projetos no encontro de hoje, mas que a Assembleia está pronta para receber propostas, que devem chegar até o fim da semana. Entre elas, podem estar mudanças no regime previdenciário dos servidores públicos e aumento de impostos, como o ICMS. Participaram da reunião o vice-governador José Paulo Cairolli; os presidentes do Tribunal de Justiça, José Aquino Flores de Camargo, e da Assembleia Legislativa, Edson Brum; o procurador-geral de Justiça, Marcelo Lemos Dornelles; o presidente do Tribunal de Contas, Cezar Miola. e o defensor público-geral, Nilton Leonel Arnecke Maria. O chefe da Casa Civil, Márcio Biolchi, e os secretários da Fazenda, Giovani Feltes; Geral de Governo, Carlos Búrigo; do Gabinete de Políticas Sociais, Maria Helena Sartori; e da Comunicação, Cleber Benvegnú, também acompanharam a audiência.
Fonte: Rádio Guaíba
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