Quarta-feira 28/07

Tecnocar Oficina Mecânica muda para prédio próprio em novo endereço

13 de julho de 2021
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Depois de 11 anos no antigo, a Tecnocar Oficina Mecânica troca agora de endereço. Em um prédio próprio que ocupa 300 m2 dos 510 m2 do terreno, Martin Fernando Linke, 55, divide as funções de conserto, revisão e manutenção de veículos com seu filho Gustavo Linke, o Guga, 24, e mais um funcionário, Ricardo Pohlmann, 31. Sua esposa, Jane Schneider, 55, cuida da parte administrativa.

Na metade do ano passado, a família recebeu a proposta deste novo terreno e construiu o novo prédio. Neste mês fez a mudança da oficina para o espaço que fica a cerca de três quadras do antigo endereço, na avenida Segundo Elias Grecchi, 260, Bairro Industrial – no sentido Atrhol. Embora hoje Martin pode dizer que o negócio é seu, o caminho para chegar até aqui foi longo.

Martin conta que desde pequeno teve muita curiosidade sobre mecânica: Queria desmontar e montar a bicicleta; quando podia, escapar de casa e ver os mecânicos trabalhando em uma oficina próxima. Mas foi aos 17 anos que começou a trabalhar na Marcenaria Cassol em Três de Maio. “Meu serviço era limpar peça, lixar; o bruto da coisa. Aquilo que os mecânicos não queriam fazer”, ele brinca.

Depois de passar por oficinas e concessionárias em cidades da região, como Santo Augusto, São José do Inhacorá, Três Passos, ele veio para Horizontina e colaborou com Seu Ademar Fischer, no começo dos anos 1990. Depois, em uma aventura arranjada por seu sogro, ele tentou botar pra rodar uma oficina no Pará, mas o negócio não deu certo. Quando retornou a Horizontina, foi trabalhar na Mecânica e Elétrica Mauá, onde ficou por 11 anos.

O sonho de ter a própria mecânica só se concretizou em 2005, quando comprou a antiga “Oficina do Gordo”, como conta, em uma parceira com Idário e Claudete Bauermann. “Dinheiro para comprar eu não tinha, aí ele me fez uma proposta de parceria. Eu comprava a oficina dele e ele me financiava.”

Era uma coisa pequena, muito diferente do que tem hoje. Com apenas um elevador de veículos, uma máquina de lavar peça e um compressor, Martin botou pra rodar o sonho antigo de ter uma mecânica própria.

Como o filho Guga, o negócio foi crescendo. Hoje, entre quatro elevadores e muitas ferramentas, Martin afirma que atende de cinco a dez veículos por dia, “dependendo do serviço”. A maioria dos seus clientes é fixa, e o tem como o mecânico de confiança. Martin afirma, no entanto, que a frota de veículos do município aumentou e que por isso há vários clientes novos. Além de que há uma parte dos clientes que prefere diversificar e fazer um “rodízio” de mecânicos na cidade.

Diferente do pai, Gustavo não se criou no meio das oficinas em que o pai trabalhava, mas tinha vontade de trabalhar com o mesmo negócio. Depois de concluir o Ensino Médio, Guga fez o curso técnico e o Senai e desde então colabora com a oficina. O quarto membro do grupo, Ricardo, “é praticamente da família”. “Está comigo tem uns 15 anos e também era um guri que começou sem saber nada”, conta o condutor da mecânica.

Segundo Martin, o carro-chefe das receitas da oficina é a solução de problemas de suspensão, freio, falha de motor e injeção eletrônica. Porém, ele atende toda a mecânica leve, “até os utilitários, como as caminhonetes como Hillux e S10, de porte médio.” O que predomina entre seus clientes são carros com injeção eletrônica, mas garante que ainda há muitos carburados.

Em meio aos sons de parafusadeira, clientes chegando e elevadores funcionando, Martin faz questão de lembrar a importância da revisão dos veículos. “Hoje, muito acidente acontece por causa da falta de manutenção nos carros.” E recomenda: “você vai sair viajar, teu carro não tem nada? Me liga, marca uma hora para dar uma examinada em freio, suspensão, pneus, coisas que podem causar um acidente e a gente nem percebe.”

Ele afirma que os principais pontos para se observar são os pneus, freios – desgaste em pastilha e lona de freio – de troca de óleo e injeção eletrônica. A troca de óleo, de acordo com ele, é recomendada a cada meio ano, porque é difícil quem atinja a quilometragem necessária antes disso.

Martin faz questão de agradecer a confiança dos clientes:

“A gente sabe que para fazer o nome, fazer crédito, demora; mas para estragar é bem rapidinho. Sempre procuramos prestar um serviço de qualidade, procuramos fazer com que o cliente não tenha que voltar com o mesmo problema”, finaliza.

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